Um erro recorrente em Campinas é projetar fundações para edifícios de até 12 pavimentos sem considerar a resposta sísmica do solo. A bacia sedimentar da cidade, com depósitos aluvionares e coluvionares, pode amplificar ondas sísmicas em até 3 vezes. Nosso levantamento MASW (Multichannel Analysis of Surface Waves) determina o perfil de velocidade de ondas de cisalhamento (Vs) até 30 m de profundidade. Isso permite classificar o terreno na classe de sítio NEHRP (A a F) e calcular o VS30, parâmetro obrigatório em projetos que seguem a NBR 6122:2019 para ações sísmicas. Sem esse dado, o dimensionamento estrutural fica subestimado. Aplicamos o método em terrenos planos e acidentados, com resultados confiáveis mesmo sob ruído urbano. Combinamos os perfis de VS30 com ensaios de SPT para correlacionar resistência à penetração com rigidez dinâmica, e com microtremores HVSR para identificar frequências naturais de ressonância do sítio.

Valores de VS30 entre 250 e 550 m/s em Campinas indicam classes C e D da NEHRP; sem esse dado, o dimensionamento sísmico é cego.
Metodologia aplicada em Campinas
- Velocidade de onda de cisalhamento média até 30 m (VS30)
- Perfil estratificado de Vs com espessura de cada camada
- Razão de Poisson dinâmica e módulo de cisalhamento máximo (G0)
Riscos e considerações em Campinas
Em Campinas, observamos que muitos projetos desconsideram a amplificação sísmica local. A bacia sedimentar age como uma lente que concentra energia em frequências entre 1 e 5 Hz, exatamente a faixa de ressonância de edifícios de 5 a 15 pavimentos. Sem o VS30, a classe de sítio é assumida como A ou B por padrão, subestimando a aceleração espectral em até 40%. Isso pode levar a colapso de lajes e vigas em eventos moderados. Nosso levantamento MASW identifica essas zonas de amplificação antes da fundação ser projetada, permitindo ajustar o sistema estrutural ou prever aislación sísmica quando necessário. O risco não é apenas técnico: a falta do ensaio pode inviabilizar o licenciamento em municípios que já exigem a classificação sísmica do terreno.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Nossos serviços
Oferecemos três modalidades de levantamento MASW/VS30 em Campinas, adaptadas ao porte do empreendimento e ao orçamento disponível.
MASW 1D para Edificações
Perfil unidimensional de Vs até 30 m com 24 geofones. Ideal para edifícios de até 15 pavimentos. Inclui classificação NEHRP, curvas de dispersão e relatório de VS30. Prazo: 5 dias úteis.
MASW 2D para Loteamentos e Distritos Industriais
Linha de 48 m com 12 pontos de medida. Gera seção transversal de velocidades de onda de cisalhamento. Recomendado para identificar variações laterais de rigidez em terrenos extensos. Prazo: 10 dias úteis.
VS30 para Licenciamento Municipal
Ensaio pontual com relatório simplificado conforme exigências de prefeituras da região metropolitana de Campinas. Inclui classificação de sítio e carta de VS30. Prazo: 3 dias úteis.
Perguntas mais comuns
Qual a diferença entre MASW e VS30?
MASW é o método geofísico que mede a velocidade de propagação das ondas de superfície. VS30 é a velocidade média das ondas de cisalhamento nos primeiros 30 metros de profundidade, calculada a partir do perfil obtido pelo MASW. O VS30 é o parâmetro usado para classificar o terreno nas classes A a F da NEHRP e da ASCE 7. Portanto, o MASW é a ferramenta; o VS30 é o resultado aplicado ao projeto estrutural.
Quanto custa um ensaio MASW com VS30 em Campinas?
O custo referencial para um ponto de MASW 1D com relatório de VS30 em Campinas fica entre R$ 3.780 e R$ 7.880, dependendo da acessibilidade do terreno, número de pontos e prazo de entrega. Para campanhas com mais de 5 pontos, há desconto progressivo. Entre em contato para orçamento exato conforme sua necessidade.
Em que tipo de solo o MASW funciona melhor em Campinas?
O MASW funciona bem em solos sedimentares típicos de Campinas: argilas porosas, areias finas a médias e lateritas. Em terrenos com camadas de diabásio ou basalto próximas à superfície, a refração das ondas pode limitar a profundidade de investigação, mas ainda é possível obter VS30 confiável até 25–30 m com ajuste do espaçamento dos geofones. Não recomendamos o método em aterros com entulho ou solos muito heterogêneos sem complementação com SPT.