CA
Campinas, Brasil

Ensaio de Compressão Simples (UCS) em Campinas

Campinas cresceu muito desde o ciclo do café, quando os barões construíram seus casarões sobre os altos da cidade. Hoje, a mancha urbana se espalha por colinas e várzeas de sedimentos cenozoicos, e o subsolo varia de argilas porosas a areias compactas. Nessas condições, o ensaio de compressão simples (UCS) ajuda a determinar a resistência não confinada de corpos de prova indeformados, informação essencial para projetos de fundação e taludes. Combinamos esse ensaio com a classificação de solos para correlacionar parâmetros de resistência com a granulometria local.

Imagem ilustrativa de Ensaio de compressão simples (UCS) em Campinas
Em Campinas, a argila porosa superficial pode apresentar resistência não confinada de 30 a 120 kPa, exigindo atenção em projetos de fundação direta.

Metodologia aplicada em Campinas

O subsolo de Campinas apresenta uma camada superficial de argila porosa vermelha, com espessura entre 2 e 6 metros, seguida por silte arenoso variegado. A profundidade do lençol freático varia de 4 a 12 metros conforme a estação e a posição na bacia do Ribeirão Anhumas. No laboratório, moldamos corpos de prova cilíndricos com altura igual ao dobro do diâmetro e aplicamos carga axial a uma taxa controlada de 0,5% a 2% da altura por minuto, seguindo a ABNT NBR 12770. Os resultados fornecem a resistência ao cisalhamento não drenada (Su), parâmetro direto para dimensionamento de sapatas em solos coesivos. Quando necessário, integramos os dados com o ensaio SPT para comparar a resistência de ponta com a coesão obtida em laboratório.
Ensaio de Compressão Simples (UCS) em Campinas
ParâmetroValor típico
Diâmetro do corpo de prova38 mm a 100 mm
Relação altura/diâmetro2:1 (conforme NBR 12770)
Taxa de deformação axial0,5% a 2% da altura por minuto
Resistência à compressão simples (qu)30 kPa a 400 kPa (faixa típica)
Coesão não drenada (Su = qu/2)15 kPa a 200 kPa
Deformação na ruptura5% a 15% da altura inicial

Riscos e considerações em Campinas

Um edifício de 8 pavimentos no bairro Taquaral enfrentou recalques devido à baixa resistência da argila porosa, detectada tardiamente. Se o ensaio de compressão simples tivesse sido feito antes, a fundação poderia ter sido dimensionada com sapatas maiores ou substituída por estacas. Em Campinas, o maior risco é ignorar a variação lateral do solo: uma sondagem isolada pode esconder bolsões de argila mole que reduzem a capacidade de carga.

Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Email: contato@geotecnia1.sbs
Normas aplicáveis: ABNT NBR 12770:1992 – Solo – Determinação da resistência à compressão não confinada, ABNT NBR 12770/D2166M-16 – Standard Test Method for Unconfined Compressive Strength of Cohesive Soil, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações

Nossos serviços


Nosso laboratório oferece dois serviços complementares de compressão simples para atender diferentes necessidades em Campinas:

UCS em amostras indeformadas

Coletamos blocos ou amostras em anel biselado diretamente de calicatas ou sondagens. No laboratório, extraímos corpos de prova, saturamos quando necessário e rompemos sob carga axial controlada. Relatório inclui curva tensão-deformação, resistência de pico e residual, e teor de umidade natural.

UCS em corpos de prova moldados

Para solos remoldados ou compactados (proctor normal ou modificado), moldamos CPs com umidade e densidade definidas. Ideal para avaliar ganho de resistência com adição de cal ou cimento, ou verificar a condição de campo em aterros. Resultados em 5 dias úteis.

Perguntas mais comuns

Qual a diferença entre compressão simples e triaxial?

No ensaio de compressão simples (UCS), o corpo de prova é rompido sem confinamento lateral, simulando a condição de solo coesivo exposto. Já no triaxial, aplica-se tensão confinante, permitindo simular diferentes profundidades e drenagens. Em Campinas, o UCS é mais rápido e econômico para estimar a coesão não drenada de argilas.

Quanto tempo leva o ensaio de compressão simples em Campinas?

O ensaio em si leva de 5 a 15 minutos, mas a preparação da amostra (extração, talhamento, medição) pode demandar 1 a 2 horas. O relatório final fica pronto em 3 a 5 dias úteis, incluindo o preparo e a ruptura de 3 corpos de prova por ponto de amostragem.

O ensaio de compressão simples substitui o SPT?

Não. O UCS mede a resistência ao cisalhamento não drenada de solos coesivos, enquanto o SPT avalia a resistência à penetração dinâmica e fornece amostras deformadas. Os dois são complementares: o SPT indica a variação vertical do subsolo, e o UCS dá o parâmetro exato de resistência para o projeto de fundações.

Quanto custa o ensaio de compressão simples em Campinas?

O valor referencial para o ensaio com 3 corpos de prova fica entre R$ 780 e R$ 1.240, dependendo da complexidade da amostra (indeformada ou moldada) e da urgência. Para grandes volumes, há desconto progressivo. Consulte uma cotação personalizada pelo nosso contato.

Cobertura em Campinas