Campinas, com seus 1,2 milhão de habitantes e altitude média de 685 m, tem um subsolo marcado pela transição entre o embasamento cristalino e as coberturas sedimentares da Bacia do Paraná. Isso significa que, ao projetar um pavimento flexível, lidamos com variações laterais de solo que um ensaio de CBR isolado não captura. Na prática, já vimos trechos onde a camada de base arenosa muda para argila laterítica em menos de 50 m de extensão. Por isso, antes de definir a espessura do revestimento asfáltico, é sensato cruzar os dados granulométricos com a classificação unificada (SUCS) e complementar com um estudo de mecânica dos solos para mapear essas transições e evitar recalques diferenciais na pista.

O CBR isolado não revela a variação lateral de solos que ocorre em curtas distâncias no subsolo de Campinas; é preciso cruzar granulometria e classificação unificada.
Metodologia aplicada em Campinas
Riscos e considerações em Campinas
Um caso que ilustra bem os riscos: uma avenida de acesso a um condomínio no distrito de Barão Geraldo foi recapeada três vezes em cinco anos porque o projeto de pavimento flexível original usou um CBR médio de 8% sem considerar que, em época de chuva, o lençol freático sobe e reduz a resistência do subleito para 2%. O resultado foi afundamento de trilha de roda e trincamento por fadiga. Em Campinas, onde o nível d'água varia sazonalmente em vários bairros, ignorar a condição saturada do solo é o erro mais comum. Incluir ensaios de permeabilidade e simular a saturação no CBR evita esse retrabalho caro.
Nossos serviços
Oferecemos um conjunto de serviços integrados para que o projeto de pavimento flexível em Campinas saia com segurança e dentro do orçamento.
Ensaio de CBR e Proctor
Determinação do Índice de Suporte Califórnia (CBR) e da umidade ótima de compactação conforme ABNT NBR 9895 e DNIT 172. Realizamos o ensaio nas energias normal e modificada, simulando a condição de saturação do subleito típica de Campinas.
Classificação de solos (SUCS e TRB)
Análise granulométrica completa com sedimentação, limites de Atterberg e classificação pelos sistemas SUCS (ABNT NBR 6502) e TRB (DNIT 106). Essencial para definir a camada de base e sub-base do pavimento.
Estudo de tráfego e dimensionamento
Levantamento do volume diário de veículos (VDM) e determinação do número N (número de repetições do eixo padrão) para dimensionamento da espessura das camadas do pavimento flexível conforme método DNIT.
Perguntas mais comuns
Qual a diferença entre pavimento flexível e rígido para vias urbanas em Campinas?
O pavimento flexível, composto por revestimento asfáltico sobre base granular, distribui as cargas em camadas e é mais rápido de executar. Já o rígido (concreto de cimento Portland) suporta cargas pontuais sem deformar, mas exige juntas e cura. Em Campinas, o flexível é preferido para ruas de bairro e avenidas com tráfego leve a médio, enquanto o rígido aparece em corredores de ônibus e terminais de carga.
Quanto custa um projeto de pavimento flexível em Campinas?
O custo referencial para um projeto completo — incluindo ensaios de CBR, classificação de solos, estudo de tráfego e dimensionamento — fica entre R$ 4.160 e R$ 12.400, dependendo da extensão da via e da quantidade de furos de sondagem necessários. O valor pode variar para trechos muito curtos ou com exigências especiais de drenagem.
Qual ensaio de laboratório é indispensável para o dimensionamento do pavimento?
O ensaio de CBR (California Bearing Ratio) é o mais usado no método DNIT, mas ele não é suficiente sozinho. É indispensável também a granulometria completa (NBR 7181) e os limites de Atterberg para classificar o solo. Em Campinas, onde há solos lateríticos e argilosos, o CBR na condição saturada e o módulo de resiliência (quando disponível) dão a segurança real do projeto.
Cobertura em Campinas
Vídeo explicativo
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.