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Campinas, Brasil

Ensaio SPT em Campinas: Execução conforme ABNT NBR 6484:2020

A ABNT NBR 6484:2020 estabelece os critérios para o ensaio de penetração dinâmica (SPT) em todo o Brasil, e em Campinas isso é especialmente relevante. A cidade, com mais de 1,2 milhão de habitantes, está assentada sobre uma bacia sedimentar do Terciário, com espessas camadas de argila porosa intercaladas por lentes de areia fina. Esse perfil exige rigor na execução do SPT para evitar interpretações equivocadas da resistência à penetração (N-SPT). Antes de definir o tipo de fundação, combinamos o SPT com uma prospecção por calicatas exploratórias para visualizar diretamente as camadas superficiais, e com ensaios de permeabilidade de campo quando há suspeita de lençol freático raso. O resultado é um perfil geotécnico confiável para projetos de edificações até 20 pavimentos.

Imagem ilustrativa de Ensaio SPT (Standard Penetration Test) em Campinas
Em Campinas, a variação sazonal de umidade nas argilas porosas pode alterar o N-SPT em até 30%, exigindo ensaios na estação seca para projetos confiáveis.

Metodologia aplicada em Campinas

O clima de Campinas, com verões quentes e chuvas concentradas entre outubro e março (média anual de 1.400 mm), impõe um desafio direto ao ensaio SPT: o solo argiloso expansivo pode variar sua resistência conforme a umidade. Por isso, executamos o ensaio preferencialmente na estação seca ou com controle rigoroso da cota do lençol freático. O procedimento padrão envolve:
  • Cravação do amostrador padrão (bitola externa de 50,8 mm) com martelo de 65 kg em queda livre de 75 cm.
  • Registro do N-SPT a cada metro, com avanço do trado até o início da cravação.
  • Amostragem deformada para classificação tátil-visual e posterior granulometria por peneiramento em laboratório.
Em casos de solo muito mole (N-SPT < 4), complementamos com ensaio de palheta (veleta) de campo para medir a resistência não drenada. Todo o serviço segue a rastreabilidade da ISO 17025, com calibração anual do martelo e do amostrador.
Ensaio SPT em Campinas: Execução conforme ABNT NBR 6484:2020
ParâmetroValor típico
Profundidade máxima investigadaAté 25 m (limitada pela capacidade do equipamento)
Diâmetro do amostrador padrão50,8 mm (externo) / 34,9 mm (interno)
Massa do martelo65 kg
Altura de queda livre75 cm
Número de golpes por metroN-SPT (registro a cada 15 cm)
Tipo de solo predominante na regiãoArgila porosa / areia fina siltosa

Riscos e considerações em Campinas

Campinas se desenvolveu rapidamente a partir dos anos 1970 com loteamentos em áreas de várzea e encostas. Muitos bairros, como o Jardim Nova Europa e o Parque Itália, foram construídos sobre solos coluvionares e argilas moles de até 15 m de espessura. Ignorar a variabilidade do N-SPT nessas áreas já causou recalques diferenciais em sobrados e trincas em muros de arrimo. O risco principal é subestimar a capacidade de carga em solos com N-SPT < 6, o que pode levar a sapatas superdimensionadas ou fundações profundas mal dimensionadas. Por isso, em Campinas, todo ensaio SPT deve ser acompanhado de laudo com classificação unificada (SUCS) e análise de compressibilidade.

Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

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Email: contato@geotecnia1.sbs
Normas aplicáveis: ABNT NBR 6484:2020 - Execução de sondagens de simples reconhecimento dos solos (SPT), ABNT NBR 6122:2019 - Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 6484 - Standard Test Method for Standard Penetration Test (SPT), ISO 17025:2017 - Requisitos gerais para competência de laboratórios de ensaio e calibração

Nossos serviços


Nosso laboratório oferece serviços complementares ao SPT para Campinas, integrando investigação de campo com ensaios laboratoriais.

Ensaio SPT com Amostragem Deformada

Execução do SPT conforme NBR 6484 com coleta de amostras a cada metro para classificação tátil-visual e ensaios de granulometria e limites de Atterberg em laboratório.

SPT-T (com torque)

Medição do torque após a cravação para estimativa da resistência ao cisalhamento não drenado em solos argilosos, muito útil nas argilas porosas de Campinas.

Laudo Técnico com Perfil Geotécnico

Relatório completo com gráfico de N-SPT versus profundidade, classificação SUCS, nível d'água e recomendação de capacidade de carga para fundações superficiais e profundas.

Perguntas mais comuns

Qual a diferença entre N-SPT e capacidade de carga do solo?

O N-SPT é um índice de resistência à penetração dinâmica, não a capacidade de carga. Para obter a tensão admissível, aplicam-se fórmulas empíricas (como Terzaghi ou Meyerhof) que correlacionam o N-SPT com a resistência de ponta em sapatas ou estacas. Em Campinas, para argilas porosas com N-SPT entre 4 e 8, a capacidade de carga típica varia de 0,15 a 0,35 MPa.

Em quais regiões de Campinas o N-SPT costuma ser mais baixo?

Nas áreas de várzea dos ribeirões Anhumas e Quilombo, além dos bairros Parque Itália e Jardim do Lago, o N-SPT médio nos primeiros 6 m fica entre 3 e 6, indicando argila mole. Já nas regiões mais altas, como Cambuí e Taquaral, os valores sobem para 10 a 18 em areia compacta.

Quantos furos de SPT são necessários para um loteamento em Campinas?

A ABNT NBR 8036:1983 recomenda um furo a cada 200 m² de área construída, com mínimo de três furos para terrenos de até 600 m². Em Campinas, a prefeitura exige no mínimo dois furos para qualquer edificação com mais de dois pavimentos, independentemente da área.

Quanto custa um ensaio SPT em Campinas?

O custo referencial para um furo de 10 m em Campinas fica entre R$ 1.160 e R$ 1.730, variando conforme a distância do laboratório, o número de furos e a necessidade de ensaios complementares. Orçamentos para múltiplos furos ou profundidades maiores costumam ter desconto por volume.

O SPT é suficiente para projetar fundações em solo coluvionar?

Não. Em solos coluvionares, comuns em encostas de Campinas, o SPT fornece apenas a resistência pontual, mas não detecta planos de fraqueza ou vazios. Recomendamos complementar com calicatas exploratórias e, se houver suspeita de blocos de rocha, com georradar GPR. A classificação tátil-visual das amostras é essencial.

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