O ensaio de dilatómetro plano (DMT) segue a ABNT NBR 16900, sendo especialmente relevante em Campinas pela presença de solos lateríticos e sedimentares da Formação Itaqueri. Na prática, o DMT mede a tensão horizontal in situ e o módulo de deformabilidade, parâmetros que o SPT não fornece com precisão nesses solos estruturados. Em obras de fundação profunda na região, como as do bairro Cambuí, combinamos o DMT com o ensaio SPT para calibrar projetos de estacas hélice contínua. O equipamento é inserido no solo por cravação estática e, a cada 20 cm, uma membrana é inflada pneumaticamente. Os registros de pressão A, B e C alimentam os índices de Marchetti, que correlacionamos com a classificação e o histórico de tensões do maciço. Em Campinas, onde o nível d'água varia sazonalmente entre 4 e 12 m, o DMT ajuda a identificar camadas com potencial de colapso ou expansão.

O módulo dilatométrico (E_D) obtido no DMT é um dos parâmetros mais confiáveis para estimar recalques em solos lateríticos da região de Campinas.
Metodologia aplicada em Campinas
- Módulo dilatométrico (E_D): correlacionado ao módulo de Young para projetos de recalque.
- Índice de tensão horizontal (K_D): indica o grau de sobreadensamento e a tensão lateral.
- Índice de material (I_D): classifica o solo em argila, silte ou areia.
Riscos e considerações em Campinas
Um edifício de 15 pavimentos no bairro do Bonfim, em Campinas, teve seu projeto de fundação revisado após o DMT indicar módulos de deformabilidade 40% menores que os estimados por correlações empíricas com SPT. O risco era real: sem o DMT, as estacas teriam sido dimensionadas com folga insuficiente, gerando recalques diferenciais acima de 3 cm. Em outro caso, numa obra de contenção na Av. Dr. Moraes Salles, o K_D obtido no DMT revelou tensões horizontais elevadas em solo residual jovem, levando à adoção de tirantes mais robustos. Ignorar o DMT em Campinas, onde a heterogeneidade dos solos lateríticos é regra, pode resultar em fundações subdimensionadas ou em custos desnecessários com superdimensionamento.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Nossos serviços
Além do DMT, oferecemos ensaios complementares para caracterização completa do subsolo em Campinas.
Ensaio de Dilatómetro Plano (DMT) - Execução Completa
Realizamos o DMT in situ com equipamento calibrado, incluindo cravação hidráulica, leituras a cada 20 cm e relatório técnico com gráficos de E_D, K_D e I_D. Indicado para projetos de fundações, contenções e obras de terra em Campinas.
Interpretação e Correlações Geotécnicas a partir do DMT
Processamos os dados brutos para obter módulo de Young, coeficiente de empuxo no repouso (K0), tensão de pré-adensamento e classificação do solo conforme Marchetti. Entregamos um parecer técnico com recomendações para o engenheiro projetista.
Perguntas mais comuns
Qual a diferença entre o DMT e o SPT para solos de Campinas?
O DMT mede parâmetros de deformabilidade e tensão horizontal in situ, enquanto o SPT fornece apenas a resistência à penetração (N-SPT). Em solos lateríticos de Campinas, o SPT superestima a rigidez; o DMT corrige isso com o módulo E_D, mais representativo para projetos de recalque.
Quanto custa o ensaio de dilatómetro plano em Campinas?
O valor referencial para o DMT em Campinas fica entre R$ 1.930 e R$ 2.560 por furo, dependendo da profundidade (até 30 m) e do número de ensaios contratados. Custos adicionais podem incluir deslocamento e relatório técnico detalhado.
Em que tipo de obra o DMT é mais indicado em Campinas?
O DMT é especialmente útil em obras de fundação profunda (estacas hélice, raiz, escavadas) em solos sedimentares e residuais da região, além de contenções e aterros onde a deformabilidade e a tensão horizontal são críticas. Também é usado em projetos de pavimentação e terraplenagem.
O DMT pode ser realizado em solo com matacões em Campinas?
Sim, mas com limitações. Se houver matacões superficiais, a cravação pode ser interrompida. Nesse caso, recomenda-se uma sondagem a percussão prévia para identificar a presença de blocos. Em áreas como o bairro do Taquaral, onde matacões são comuns, o DMT é viável em até 80% dos furos, dependendo da distribuição.